Resenha do show do Pearl Jam

Com 5 minutos de atraso (o show estava marcado para começar as 20h45) o Pearl Jam tocou por cerca de 2h10 para um público de 60 mil no último dia do festival Lollapaloosa, único dia do festival que foram vendidos todos os ingressos, segundo a produtora do evento.
Eu já deixei bem claro que não gosto de festivais. O famoso jeitinho brasileiro atrapalha e muito os shows no Brasil e em festival complica ainda mais. Estranhei desde o começo o Pearl Jam aceitar o convite para o festival. Acho que só o aceitaram pela amizade que tem com o Perry Farrell (vocalista do Jane’s Addiction e fundador do evento). Na verdade, sempre estranhei o número grande de ingressos para os shows da banda no Brasil.
Pra quem não sabe, durante o festival de Roskilde, na Dinamarca, em junho de 2000 houve uma tragédia durante a apresentação do Pearl Jam onde 9 pessoas morreram esmagadas. Não sei de muitos detalhes, mas lembro da cena da banda, principalmente o Eddie, em choque com o que via. Demoraram pra avisar a banda que tinha algo errado, mas assim que perceberam a banda parou de tocar. Uma tragédia! Mas que fez a banda tomar providências para que isso não ocorra novamente.

Apesar do pequeno atraso, o show começou com Elderly woman behind the counter in a small town (nome tão comprido quanto a beleza da música) sendo cantada em coro. Depois dessa foi uma porrada só até o Eddie Vedder, vocalista, falar em português com o público. Eddie tem esse carinho e respeito com o público para qual se apresenta de falar mais que ‘ôubregado’ no idioma local. O que se repetiu várias vezes durante o show, em especial o vocalista perguntando se os fãs estavam bem/seguros, um evidente indício da preocupação da banda em tocar em grande eventos assim. Depois disso foram mais músicas agitadas até a fofa Wishlist. O público explodiu novamente quando o clássico Even flow tocou. E quando Daughter tocou o coral de 60 mil vozes relembrou o show da segunda noite de 2005 no Pacaembu. Em muitos momentos foi possível ver o Vedder encantado com o público que fez um belo espetáculo. Antes de tocar Betterman, Eddie fez um discurso sobre o casamento entre pessoas de mesmo sexo e foi aplaudido. Confesso que até ouvir os primeiros acordes de Black, eu pensei que eles não a tocariam. Ao final de I believe in miracles foi possível ouvir um tímido coro de Hey! Ho! Let’s go!. Até que chegou o ponto alto do show, Alive. Antes do show começar escutei algo do tipo ‘fã modinha pode ir pro fundo’ e ‘pra esse cara o último cd do Pearl Jam é o Ten’, mas é fato que para a maioria dos fãs da banda, essa é A música, não só aqui no Brasil. Após foi possível ver um cover de The Who tão bom quanto o que eles mesmo fizeram em 2011. E pra finalizar, Yellow ledbetter.

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Foto do Instagram da banda.

Confira o setlist completo do show:
1 – Elderly woman behind the counter in a small town
2 – Why go
3 – Interstellar overdrive (cover do Pink Floyd)
4 – Corduroy
5 – Comatose
Eddie Vedder fala em português se os fãs estão bem/seguros, deseja feliz Páscoa e um ovo de Páscoa chamado Olé.
6 – Olé
7 – Do the evolution
8 – Wishlist
9 – Got some
10 – Even flow
11 – Nothingman
12 – Insignificance
13 – Daughter
14 – World wide suicide
Eddie Vedder pede ajuda para cantar a próxima música.
15 – Jeremy
16 – Unthought known
17 – State of love and trust
18 – Rearviewmirror
Bis:
19 – Given to fly
20 – Not for you
Eddie Vedder fala em português que essa semana foi importante nos Estados Unidos sobre o casamento gay e que ficava feliz (não lembro se feliz ou orgulhoso ou outra coisa) de São Paulo espetar (respeitar) o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
21 – Betterman
22 – Black
Eddie Vedder fala em português que toda vez que vem ao Brasil lembra do amigo Joey (Ramone).
23 – I believe in miracles (cover do Ramones)
24 – Go
25 – Alive
26 – Baba O’Riley (cover do The Who)
27 – Yellow ledbetter
As outras vezes que o Eddie falou eu não lembro entre quais músicas, nem as vezes em inglês.

Como prometido, a banda tocou aquelas que ainda não tinham tocado aqui. Além dos covers, foi possível ver músicas dos primeiros álbuns (essas em maior quantidade) e dos últimos.

Eddie agradeceu as bandas que tocaram no festival como Queens of the Stone Age, A Perfect Circle e… U2! Sim, o senhor Vedder deu um trollada no The Killers. Que realmente está um cover de U2.

Ao final do show o que se viu foi muita gente preocupada em gastar o pillapaloosa (moeda do evento), filas e mais filas e falta de água. E poucos copos na lama. A ideia da Heineken de premiar a cada 10 copos fez a galera não jogar tantos copos assim no chão. Ponto positivo pra Heineken! Uma pena que tenham que se beneficiar para não jogar lixo no chão. Ponto negativo pro cidadão. Sobre o show o que se ouvia era ‘foi bom’.

Na minha opinião o show foi muito bom, pra quem é de Pearl Jam! As pessoas que só conhecem ‘as famosinhas’ devem ter achado o show médio. O show foi pra fã e não pra quem acha que Last kiss é uma música da banda. Jeremy é a minha preferida e tenho a sorte de vê-los tocar em todo show que vou. Mike é um dos melhores guitarristas. Espero que o Matt volte ao Brasil com o Soundgarden. Stone é um ótimo compositor. Eddie melhor vocalista, ótimo exemplo de um bom ser humado. Essa é a melhor banda do universo!

Obrigada Eddie, Jeff, Mike, Stone e Matt. Não só pelos três shows em SP, mas por todos esses anos, por todas as músicas! Recebam o meu abraço e o meu muitíssimo obrigada!

KEEP ROCKING!

Nota: não vou conseguir deixar de registar sobre a vadia que ficava pulando em cima de mim e empurrando a galera durante o show do The Hives e o do namorado dela que quis arrumar briga pra denfendê-la(!) porque creio que serve como mais um argumento para mostrar como festival é ruim. E não adianta vir com ‘o que você estava fazendo lá se não queria ver esse show?’, é um dos problemas de festival. Se você quer ver UMA banda, tem que aguentar um monte de outras bandas. E muitas pessoas ‘chegam cedo’ (no caso desse show do Pearl Jam, uns chegaram 10h antes do show) para garantir um bom lugar e, bem, já dá pra entender a bagunça que vira. Ou você aguenta em pé (sem beber porque beber dá vontade de ir ao banheiro, e ir ao banheiro significa perder o lugar) um monte de show, ou você fica sem assistir ao show do palco e vai ter que se contentar com telão. E pra pagar caro e assistir do telão, melhor ficar em casa.

Nota 2: falando em telão… a alta qualidade do telão me chamou a atenção. Não tinha visto um desse ainda. Apesar de ter assistido a maior parte do show diretamente do palco, nas poucas vezes em que olhei para o telão e ele estava colorido (no começo do show ele estava em preto e branco), vi uma imagem de alta qualidade. Ponto positivo pra organização.

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Um comentário sobre “Resenha do show do Pearl Jam

  1. Pingback: Show: Pearl Jam no Lollapaloosa Brasil 2013 | Lisa by Milério

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