Porque stalk é uma coisa ruim

Além de material escolar por todos os lados, começo de ano também tem Big Brother Brasil, o BBB.
Eu não me imaginaria falando sobre BBB aqui, mas será um pouco necessário, porém sem entrar em conflito sobre o programa, as pessoas que assistem ou as que dedicam a vida a criticar quem assiste.

Confesso que não assisto televisão há um bom tempo, só o meu futebol de sempre (Vai Corinthians!). Confesso também que não leio tanto quanto gostaria, estou atrasada em várias leituras (e querendo comprar mais livros). Confesso também que já assisti BBB, aquele do Rafinha (lembra do muleque com estilo hardcore?).

Depois de tantas confissões, quero contar sobre algo que li no blog da Lola e me motivou a escrever este post. Primeiro leia este post aqui e esse depois esse aqui.

Depois que você é vítima de perseguição, você sente empatia pela pessoa que sofre ou sofreu com isso também. Sim, eu já fui perseguida.

Meu caso é o seguinte: há mais de 2 anos, eu saía com um cara que morava em outra cidade, pode-se dizer que tínhamos um relacionamento, mas nada sério. Ele não vinha muito para cá, não ia aos rolês com meus amigos e não tínhamos gostos em comum. É, eu também não sei porque estávamos juntos. Na verdade, eu até sei. A depressão faz você se sabotar e com isso acaba entrando em relacionamentos que não farão bem para continuar mal.
Voltando ao assunto principal. Depois de uns poucos meses juntos, eu terminei o relacionamento e esperava que ele sumisse da face da Terra! Porém o que aconteceu foi exatamente o contrário. Ele começou a mandar flores para minha casa, começou a perturbar minha família na internet, aparecer nos lugares que eu ia… Nessa parte, eu ‘colaborei’. Se você já deu uma olhada no meu blog ou twitter, percebeu que eu sempre falei dos rolês que fazia. Minha mãe sempre me avisou que eu ia me dar mal por fazer isso, ela estava certa. #pragademãepega porém não tive culpa nenhuma e afirmar o contrário seria adaptar a ‘cultura do estupro’ para essa situação.
E se você acha que as flores eram fofas, se engana. Cada vez que eu as recebia (sim, foram mais de uma vez) entrava em pânico. Ele apareceu em shows que eu estava e fica por perto, eu pedia para os amigos para não me deixarem sozinha. E até barzinho com os amigos, onde a vontade de ir embora era enorme, mas por pedido dos meus amigos eu não ia. E eu não ficava com mais ninguém porque tinha medo dele fazer alguma coisa até mesmo com as pessoas (meus amigos) que estavam comigo. Isso sem contar os milhares de emails que ele mandava. Além disso tudo, ele chegou a se envolver na produção do show aqui na minha cidade de uma banda que eu gosto muito e quando eu soube disso, acabei desistindo de ir. Eu tinha medo de sair de casa, acabei ficando paranóica achando que o carro dele tava na frente da minha casa, tive que sumir de todas redes sociais (por mais que ele seja bloqueado em todas), tive que mudar o telefone de casa e o celular… Ou seja, minha saúde mental, que não é das melhores, foi pro saco.
Antes que me perguntem porque eu não pedi uma medida protetiva, não é tão simples, não é só fazer o B.O. tem que ir em juízo, pagar advogado, provar, etc.
A situação atualmente está ok. Ou ele parou de perseguir há uns nove meses, ou aprendeu a fazer isso melhor. Ou morreu (o que eu espero que tenha acontecido porque, como uma amiga me disse, isso não é ex, é exu!). E por causa disso, tenho uma dificuldade maior do que já tinha para me relacionar com outra pessoa. Há umas semanas, consegui me deixar apaixonar (acabou não dando certo, mas tudo ok com relação a esse), mas tem uma cicatriz em mim. Talvez eu deva fazer mais terapia.

Só para concluir, o stalk e o ciúme que algumas pessoas vêem como fofo, sinal de carinho, eu vejo como crime passional. Parece exagerado pra você? Pra mim, não. Stalker é um nome bonitinho, perseguidor parece mais criminoso e louco, como é realmente.

P.S.: se você ainda me persegue: vá se tratar, seu fdp!

KEEP ROCKING

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